"Vagamente eu imaginava que o encontro com Foucault te trouxe uma maneira, uma brecha para os olhos que tanto querem brilhar...no fundo, é isso que também me aproxima dessas ciências sociais.
Sim, o tema será interessante por dialogar com um momento da vida também... essa 'psiquiatrização' da vida tem me incomodado profundamente, essa maneira de escapar rápido à dor, essa fuga constante...não me cabem.
Infelizmente, ainda prefiro o sorriso sincero e o choro sentido".
M.C.
"Pedrinho, vale muito a pena ser apaixonada e teimosa ao mesmo tempo. Análise (...) "apaixonada em excesso" com bons resultados!".
C.F.
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imensurável minha alegria ao saber que um fazer-pensar pode inspirar paixões e outros tempos possíveis para a vida cotidiana... vejo estas mensagens acima, trocadas por e-mail, compondo reflexos positivos de um íntimo projeto pessoal, no qual a vida entra na teoria - e não o contrário -, abrindo brechas para irromper a mesmificação do conhecimento, e o tédio, a dor, o natural e outras antigas formas políticas da verdade tão cristalizadas na gente...
na prática viva, vejo saltar aos meus sentidos a possibilidade de aproximar cada vez mais palavras aparentemente tão distantes, como "carinho" e "teoria".
